Todos nós sabemos o quão comum é encontrarmos, e até convivermos, com pessoas que tenham um pensamento completamente diferente do nosso. Quando assumimos abertamente uma opção religiosa, filosófica, ideológica ou política tal fato passa a ser ainda mais corriqueiro. Quem se assume precisa estar disposto e disponível para o debate. A razão é muito simples: sempre haverá pessoas discordando das nossas opiniões e, às vezes, prontas para comprovar o quão equivocados estamos.
Porém nunca devemos confundir "discordância" com "depreciação" ou "falta de respeito".
Como evangélico que sou, tenho ficado abismado com algumas críticas desferidas por alguns líderes contra um pastor, em especial. A razão? Não pretendo discutir. Estou ciente da minha falta de gabarito para tanto. Não tenho "cacife" teológico suficiente para entrar nessa "disputa". Pouco tenho a contribuir com assuntos do tipo "Teologia Relacional" ou "Teologia do Processo ou Neoclássica". Definitivamente não sou um especialista em Teologia do século XX.
Mas sei que pensar fora do "molde" incomoda. São poucos os que aceitam alguém que resolve questionar aquilo no qual a séculos se acredita. O que para a maioria é pretensão, para poucos se trata de coragem e ousadia. "It's life".
Portanto quero esboçar minha opinião sobre uma crítica que ouvi a poucos dias via "youtube" contra o pastor Ricardo Gondim. Um líder que tenho aprendido a respeitar, mesmo não aceitando tudo que diz.
Em primeiro lugar, penso que tudo isso em nada engrandece o Reino de Deus, nem muito menos reflete a verdadeira essência do Evangelho. Não consigo enxergar Cristo onde exista desrespeito, ofensa, injúria ou termos ultrajantes endereçados a homens de Deus. Nenhum disparate teológico, por mais "heterodoxo" que pareça ser, justifica chamarmos alguém de "bundão" ou coisa parecida, principalmente se se trata de alguém com anos de ministério e serviço à causa do Reino.
Evidente, a crítica, o debate, o pensar diferente é nobre. É a reafirmação da imagem de Deus em nós, da nossa liberdade de pensar. Mas entendo que tais coisas só edificam quando se restringem ao campo das idéias. Quando avança para o lado pessoal a coisa tende a sair do controle. O resultado quase sempre são cismas, divisões e muita confusão na mente daqueles que simplesmente optaram por seguir os passos do carpinteiro de Nazaré.
Então, ainda que a crítica tenha partido de alguém que muito admito, reprovo veementemente esse tipo de postura. Não creio que a melhor maneira de enaltecermos a verdade seja denegrindo a imagem daqueles de quem discordamos.
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