"Eu me converti há 22 anos passados e os meus relacionamentos eram
todos do lado de fora do saleiro. Eu era terra da terra e pó do pó. Quando
Jesus entrou na minha vida, Ele desafiou-me a ser sal da terra. Num
primeiro momento, eu vim do mundo para a missão.
Comecei a pregar em todos os lugares. Alguns amigos começaram a
dizer sobre mim:
"Ele parece um carro velho; onde para, prega."
Depois dessa primeira fase (do mundo à missão) vem a segunda: da
missão ao monastério. Esta se dá quando descobrem que alguém está
fazendo missão e convidam esse alguém para ensinar como fazê-la. Com
isso vai-se deixando a esquina, a praça, a vida, ficando distante do
linguajar do cotidiano, começando a usar uma outra linguagem, ficandose
extremamente sofisticado; o número de pessoas que antes o entendiam
diminui a cada dia. No meu caso particular, eu me vi falando a pessoas que gostavam de ouvir sobre missão, as quais sentiam um "cafuné
missionário" invadindo o corpo delas todo, ficando tão concentradas no
que ouviam, que experimentavam a sensação de que, enquanto eles
ouviam, o mundo melhorou só porque pensaram em missão.
Depois veio uma outra etapa: do monastério à missão no mundo.
Nunca me senti tanto fazendo missão no mundo como nos últimos 5 anos.
Fazendo missão num mundo no qual nem se pode imaginar que se pode
fazer missão, até que se começa a perceber que pode haver luz brilhando
nele; que um olhar, que um sorriso, que um gesto, as mais insignificantes
expressões, a linguagem, o falar e o silenciar estão gerando uma revolução
dentro das pessoas. Até que se começa a perceber que elas vão se
sensibilizando, vulnerabilizando-se diante de algo que é mais forte do que
elas. De forma que elas começam a querer ouvir tais palavras de gosto,
começando a dizer:
"Eu não sou evangélico. Para ser franco, eu não gosto de evangélico.
Mas, há algo que vocês falam que é fascinante."
Esse algo só pode ser Jesus de Nazaré. Então, começa-se a descobrir
o quanto nossa vida pode ser contagiante, provocativa, revolucionária,
perturbadora e prazerosamente divina." Para refletir.
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